sábado, 22 de novembro de 2014

A SOMA DE TODOS OS MEDOS

                                         
IVO LUZ
Tens medo de um governo perdulário, corrupto, ineficiente, e ainda por cima com viés comunista e "esquerdopata"? Eu tenho.
E de um parlamento corporativista, oportunista, transformado em balcão de negócios, que além de legislar em causa própria tem entre seus representantes uma grande maioria envolvida em falcatruas, em crimes de improbidade e outros? Eu também tenho.
Ou seja, Executivo e Legislativo são o quadro da decepção, são a frustração de quem ainda acredita no Brasil.
Mas sabem aonde está meu medo maior, o pavor, o horror?
 No judiciário.
Por uma simples razão - a conjugação de um eleitorado despreparado, desinformado e pouco culto, onde um artista mambembe é recordista de votos, onde programas assistenciais tutelam e compram descaradamente votos com um quadro de oportunistas da pior espécie, totalmente sem escrúpulos, dispostos a tudo por interesses pessoais, é o cenário ideal para a proliferação de casos de corrupção, de crimes de toda a sorte. E qual a única saída (democraticamente falando? O Judiciário.
Se os crimes não vão diminuir, se a corrupção seguirá correndo solta, nossa última esperança seria a turma das togas.
Só que estamos no Brasil - por mais absurdo que possa parecer, nosso judiciário escolheu o caminho mais brando, doce, quando se trata de punir. E como desgraça pouca é bobagem, isto não se restringe à alta corte, "aquela" que loteou os tribunais aos seus.  Mal se espalha desde Brasilia até os mais longínquos sertões de nosso querido país.
Somente no período pós eleições tivemos uma série de exemplos assustadores. Começo pelo STF, que mandou para casa os últimos mensaleiros presos. Não menos danoso, nosso Magnífico Ministro da Justiça, ao invés de dar suporte à Polícia Federal na maior operação já vista, prefere aterrorizar e tentar inibir delegados de polícia. é pouco, um juiz, parado numa "blitz" co m um carro sem placas e sem documentos processa a agente de trânsito que o parou, e, pasmem, ao invés de ser repreendido ou punido por declarado abuso de autoridade, resolve processar a referida agente, e, pasmem novamente, encontra entre seus pares magistrados que lhe dão ganho de causa, e o resultado é que a a gente é condenada a lhe pagar uma indenização.
E chegando na terrinha, no nosso quintal, uma promotora e uma Juíza da minha cidade, Novo Hamburgo, decidem soltar um assassino que confessou, na companhia de um menor, ter matado um dono de mercadinho para roubar o caixa. Segundo elas, a decisão foi porque eles entenderam que eles não representavam perigo à sociedade, e poderiam aguardar o julgamento em liberdade.  Ao repórter, a Promotora disse que seguiu a lei. Perdoe-me Excelentíssima, mas não culpe a lei - a culpa é toda sua. Na minha modesta e leiga opinião, a senhora "não entendeu" nada. Por favor, nos diga, de forma clara, onde um criminoso, réu confesso de latrocínio, portando ilegalmente uma arma, da qual fez uso pra acabar coma vida de um cidadão,  acompanhado de um menor (não seria o caso de aliciamento, já que menor não pode ser responsabilizado?) não representa perigo à sociedade.
O Judiciário está doente, o país está doente.

A única dúvida que fica é se o país contaminou o Judiciário, ou se foi o contrário!
                                                  


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