quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

O CHORO DA DILMA ... É FÉ CÍNICA !


    Joel Garcia



    Fé cênica, segundo Constantin Stanislavski- ator e diretor russo que cunhou o termo, é a capacidade do atuador de acreditar tanto na ficção que chega ao ponto de convencer a plateia de que aquele universo ficcional é uma realidade para o personagem. Imprimindo gestos e movimentos ao texto memorizado (aqui, lido) o atuador torna verossímil sua interpretação.




    A CENA E A AÇÃO

    O MENTIROSO- personagem de DILMA ROUSSEFF, fala sobre a "Comissão Nacional da Verdade" e precisa enganar as pessoas (nesse caso, muitas), em momento algum o atuador  poderá deixar de acreditar na realidade do que inventou, senão o seu interlocutor perceberá a mentira; mas, simultaneamente, O MENTIROSO não perderá de vista a realidade da situação – a necessidade de enganar.

    O CHORO DA DILMA - O MENTIROSO 
    A aparência de "verdade" que o atuador imprime aos gestos e movimentos ensaiados, às falas decoradas (lidas), precisam de suportes no repertório do MENTIROSO, tornando crível a sua interpretação. A "sua" fé, nesse caso, o levará as características de uma "fé cênica". O CHORO DA DILMA tem elementos muito frágeis para uma performance eficiente.


    destilando sangue nos olhos


    Não há como dizer que não houve tempo para construção do personagem. Teve todo o período eleitoral  com "ensaios abertos", quase escancarados. 


    A performance em O CHORO DA DILMA - O MENTIROSO é a prova de que "uma moldura boa, não melhora um quadro ruim".
    E   o texto é muito ruim. Não convence. Sem "verdade" cênica (ou qualquer verdade), busca uma frase de efeito como apoio dramático:  “Que continuam sofrendo como se eles morressem de novo a cada dia”, não funciona. Não há uma pausa dramática segura. A partitura psicoemocional "não bate".  Não definiu a intenção "sujando" a cena corrigindo a expressão da boca repetidas vezes com a mão,  cuidadosamente para não borrar a maquiagem dos olhos, esses totalmente desconectados da cena, sem expressão emocional.  A interpretação é desastrosa.
    O CHORO DA DILMA - O MENTIROSO!
    É SUA FÉ "CÍNICA"...




sábado, 6 de dezembro de 2014

E ONDE FICA O "SEGUNDO MUNDO"?

                                               

Ivo  Luz
Todo mundo já deve ter ouvido falar do "Terceiro mundo", aqueles países que nem em sonho se parecem com os do "Primeiro mundo", menos ainda com os do "Primeiríssimo mundo". Mas porque são chamados de terceiro, e não de "Segundo mundo"? Por uma razão óbvia - a diferença é muito grande, é enorme. Mas o que faz com que um país seja classificado desta forma, o que faz com que pertença à esta ou àquela categoria?
Sem dúvida, o que determina o grupo ao qual pertence, ou no qual será jogado, é o funcionamento de suas instituições. Não é o tamanho, não é a quantidade de habitantes, nem tampouco a localização - são as atitudes de governantes e governados.
Os exemplos estão aí, desde as pequenas coisas, até o mais importante, justiça e liberdade.
Hoje mesmo, eu estava no Aeroporto Salgado Filho aguardando o embarque num voo internacional. Voo super lotado, fila imensa, duas horas antes da partida, como reza a cartilha, estávamos lá, quase duzentos passageiros, passaporte e bilhete na mão. Só que a Polícia Federal não liberou o embarque até uma hora antes da partida. Nada pode ser mais retrógrado, mas mesquinho que funcionário publico mostrando quem manda. Os passageiros poderiam estar confortavelmente instalados nas salas de espera, poderiam estar fazendo compras no Duty Free, o que é bom para a economia. Mas não, a "autoridade"  determinou, assim será! Este voo é regular, não foi inventado hoje; a nobre PF não poderia ter se preparado a tempo?
Lembra muito a cena comum em repartições públicas Brasil afora:
"Sinto muito, mas sua certidão não poderá ser liberada, falta um carimbo."
O pobre cidadão alega "mas é um carimbo de vocês, não dá para carimbar agora?"
A resposta, quase orgásmica "Não sr., isto é em  outro departamento, só funciona pela manhã. Volte semana que vem".
Falar em justiça no Brasil de hoje é chover no molhado, é desolador, seja na política, seja no dia a dia do cidadão comum.
Uma legislação cheia de brechas, que beneficia infratores, que mantém solta toda a sorte de bandidos, de delinquentes, de corruptos, não está sendo democrática.
Bandidos soltos não é referência de justiça, porque penaliza exatamente quem deveria ser protegido, os cidadãos de bem. Corruptos onerando obras públicas em 1000% deveriam ser presos, e teriam que devolver o que roubaram, porque se não devolverem, a conta acaba sendo paga por todos nós.
Isto é democrático?
Assistir impotente a um governo que, provado o maior caso de corrupção na maior empresa pública do país não demitiu um diretor sequer, um governo que ao gastar mais do que a lei permite simplesmente muda a lei, e como se não bastasse, "compra" apoio, de forma acintosa,  é o maior exemplo de "Terceiro mundismo"
Tentar justificar os desvios de conduta, achar que é  isto não é nada, que sempre foi assim é parte do problema. E como mudar isto? Somente com educação. Não há outra maneira de conscientizar o povo. Somente a educação liberta. Só a informação permite à população valorizar seu voto, eleger projetos, e não "celebridades".
O futuro é negro - a permanecer assim, o Brasil logo logo deixa de pertencer ao "Terceiro mundo", e inaugura o "Quinto Mundo". Não se iludam, o tombo será tão grande, que não daremos sequer uma passada pelo "Quarto mundo"!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

UMA MENTIRA CONTADA MIL VEZES, SERÁ UMA MENTIRA MULTIPLICA POR MIL. APENAS ISSO...

Joel Garcia
Crianças aprendem pela experiência que declarar uma inverdade pode evitar punições por alguma traquinagem. Não há nessa idade a noção de prejuízo ao outro por faltar com a verdade.  A criança primeiro aprende como a mentira funciona, naturalmente elas não possuem o entendimento moral para evitar fazer isso. O mentiroso começa cedo.  De maneira complementar, existem aqueles que acreditam que as crianças mentem por insegurança, e por não compreender a gravidade dos seus atos "escapam da responsabilidade apelando para a mentira". Nesse estágio do desenvolvimento, as crianças às vezes contam mentiras fantásticas e incríveis, absolutamente inocentes, porque eles não possuem a referência conceitual para julgar se uma declaração é verossímil ou mesmo entender o conceito de verossimilhança. Muito menos consequências. Serão necessários anos observando as pessoas mentirem e o resultado das mentiras para desenvolver um entendimento adequado. A interferência da família também é imprescindível para que a criança compreenda através de bons exemplos a forma correta de relatar os fatos e como agir. A propensão a mentir varia muito entre as crianças, com algumas fazendo isso de maneira costumeira e outras sendo com frequência honestas. Os hábitos em relação a isso mudam normalmente até o início da idade adulta. Nos casos em que esta mudança não ocorre, a psicologia os definem como adultos no estágio de infância psicológica. Podemos ver que crianças têm maior tendência a mentir do que os adultos. Outros defendem que a quantidade de mentiras permanece o mesmo, mas os adultos mentem sobre coisas diferentes e com interesses específicos. Com certeza a mentira de adultos costuma ser mais sofisticada e vai apurando, e de consequências maiores do que as contadas por crianças. Boa parte desse julgamento depende se a pessoa conta inverdades diplomáticas, insinceridade social, retórica política e outros comportamentos adultos que são tidos como mentiras. E principalmente, fundamentalmente de acordo com o caráter.
O Mentiroso sempre busca uma razão para que a mentira possa persistir como uma estratégia em ambientes onde não é possível a comparação dos fatos contra alguma noção de verdade. Sua avaliação de traição da confiança é quebrada imediatamente ao ser contestada, o que determina a resposta com outra mentira.
No caso que hoje ocupa um número considerável de especialistas nas redes sociais a proclamarem seus conhecimentos preciosos, "aos maus modos" da FACÇÃO ESQUERDOPATA e suas engendras para executar seu plano, ou GOLPE, atingem a proporção lamentável do ridículo. Para não "pagar" de ingênuo útil  e ignorante, adotaram a postura do previdente.
- Viu, eu avisei!
-Taí, eu falei!
E mais. Replicam conteúdos sem pesquisar a fonte. Copiam artigos sem verificar a veracidade do que está escrito e afirmam ter participação no acontecimento.
Estão mentindo. E mentindo a mentira alheia.

"O MENTIROSO COMEÇA CEDO"
Qualquer um que aceite como verdadeira a afirmativa de que o "regime" em vigor  antes, durante e depois das eleições seria uma ameaça "inevitável" e suas consequências, e se mantiveram calados, detectaram a mentira, assimilaram e assumiram a condição do mentiroso. Os que a praticaram eram, são e serão MENTIROSOS. A perspectiva de mudança de caráter  fracassa a medida que esse adulto com "infância psicológica perturbada crônica" tem a convicção da que sua verdade seja única, incontestável, e assim, pratica a mentira conscientemente.
Não haverá justificativas razoáveis para esse momento "lúdico".
O mentiroso está condenado a não ser acreditado ainda que diga a verdade. Revindicará o privilégio  de  imputar  a pecha de mentiroso a quem goza de boa reputação. Sempre.
O mentiroso não dispõe de tão boa memória para se tornar um mentiroso bem sucedido. Esquece e abandona a sua realidade para vivenciar o imaginário. Mesmo que por descuido, num deslize, num rasgo de decência, até a verdade é suspeita vindo do mentiroso.
 Por fim,  você está diante de um mentiroso, sempre que se permitir ser um deles.
E aí...?
- Tu já sabia...

Humm... Sei!