terça-feira, 14 de setembro de 2010

El Heitor, o crápula.

Em tempos de campanhas eleitoreiras recebemos os mais variados apelos.
Dentre vários, respondi a um amigo que me enviara o seguinte:

Olá!
Aqui o Xandy! Tudo bem?
Se você não tem candidato à Deputado Estadual, se está indeciso ou na dúvida... Peço licença pra mandar uma sugestão!
Este é O CARA!
Além de ser uma baita amigo/irmão, é uma pessoa comprometida com o bem. Além de estar afim de lutar pelo melhor para coletivo.
Se vc está em dúvida, dê uma olhada na candidatura de Juliano de Tal. Nas propostas e no seu curriculo!
EU RECOMENDO!

Resposta:

Olá Xandy!

Se me permitires, aqui vão algumasconsiderações.
Primeiro que:  Como te conheço, te admiro e respeito pelo sujeito gente boa, profissional sério e competente, talentoso e “incansávelmente” do bem, não deveria fazer isso com o pobre do rapaz.
“Se as pessoas soubessem do que são feitas as salsichas e os políticos, o mundo seria muito melhor”. Wiston Churchill
 Seu amigo e irmão camarada, ficha limpa, do bem, creio ser tudo isso e muito mais.
Ao tornar-se político, ele deixará de ter um currículo e passa a ter antecedentes.
Reconheço no teu ato uma busca “hercúlea” afim de melhorar o quadro em que vivemos. Mais precisamente “ O retrato da dor”.
Esse país não tem mais jeito!
Uma solução seria afrontar o TSE- Tribunal Superior Eleitoral- que em suas campanhas biliardárias busca fazer-nos acreditar que o voto é importante.
Importante prá quem?
Se há uma melhoria de vida pós eleições, melhora de vida em 4 anos quem se elege. E como melhora!
E ponto.
Um ato de rebeldia. Uma atitude de coragem. Aquela coisa de bater no peito e dizer:
- Agora chega!
É disso que precisamos.
Ter cabelo nas ventas...
Campanhas de partidos usam menores e isso deveria ser apontado como crime.
Menor infrator não pode ser preso, mas pode decidir pelo mandato de Senador.
Menor não pode trabalhar.
Menor não pode isso, não pode aquilo.
Mas pode ser usado...
Quando falo em afrontar o sistema, não digo isso de maneira subversiva.
Só estou exercendo meu direito de cidadão.
Aliás, um direito “obrigatório” de cidadania.
Se o número de votos válidos for menor que os nulos e brancos, isso sim seria um ato de demonstração de poder.
Por quê o voto não é facultativo e sim obrigatório?
Em não se tendo opção vamos às urnas. Mas lá sim decidindo o que queremos, ou o que NÃO queremos.
Já pensou se isso vinga...
Seria como mijar no formigueiro. A correria seria as “tontas”.
Por um dia, veria manchetes em jornais do mundo inteiro com alguma dignidade:
- Um país que teve coragem de anular uma eleição com uma arma poderosa. O título de eleitor!
Imagina a cara dos magistrados do TSE dizendo:
- Putz! Obrigamos essa gente a votar e eles nos sacanearam. Votaram em ninguém!
Bem! Daí em diante, meu plano não tem desdobramento.
Mas que seria divertido, seria.
Um grande abraço.